Moeda Complementar

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A Moeda Complementar é o termo usado para referir-se a todas aquelas iniciativas (principalmente locais) em que usa-se algo que não sejaa dinheiro oficial, completa ou parcialmente, para fazer transações. Esta ferramenta é especialmente eficaz quando existem algumas necessidades não satisfeitas que poderiam ser cobertas com os recursos locais disponíveis.

Porquê Moedas Complementares?

Há duas formas de aconchegar-se a moedas complementares: a primeira é teórica e começa por identificar a insustentabilidade e a injustiça do sistema monetário convencional, chegando a propor o uso de moedas complementares como sistemas monetários sustentáveis. Por outro lado, a segunda é mais pragmática e aqueles que não podem cobrir suas necessidades socioeconômicas criam o seu próprio sistema de intercâmbio sem compreender inteletualmente porquê não satisfazem-se com o sistema monetário atual.

Desde o ponto de vista teórico

O jeito típico de aconchegar-se à primeira forma está mencionada por Margrit Kennedy na sua obra mestra Dinero Sin Inflación ni Tasas de Interés (em espanhol, há também outras versões como inglês):

A imposibilidade do crescimento eterno exponencial

- "Qualquer que acreditar que pode durar o crescimento exponencial para sempre num mundo finito é louco ou economista." (Kenneth Boulding)

O sistema monetário atual está baseado nos juros compostos, i.e. acrescentam-se os juros ao principal para acelerar ainda mais o crescimento dos créditos. Cresce a dívida, portanto, não proporcional (1, 2, 3, 4, 5...) mas exponencialmente (1, 2, 4, 8, 16...) com o passa do tempo. Ela diz que os seres humanos param de crescer quantitativamente quando chegarem a certa idade (ninguém cresce mais de altura após 20 anos) e que no mundo natural só cresce o câncer desta maneira, assim que o crescimento exponencial por se não é sustentável.

De cada transação tiram-se os juros compostos

Cada bem e serviço disponível na economia de mercado tem o seu próprio preço e os consumidores pagam a taxa de juros compostos direta o indiretamente cada vez que compram algo, pois os produtores de bens e serviços têm que devolver a sua dívida com esta taxa de juros compostos. Segundo a sua avaliação, o monto da taxa de juros que pagamos chega a ser aproximadamente um quarto de cada preço, ou seja tira-se um quarto do nosso ingresso para devolver tais dívidas com o único fim de enriquecer aos banqueiros et al.

Redistribuição de Riqueza dos pobres para os ricos

E outro problema inato dos juros compostos é que redistribui dinheiro desde devedores (aqueles sem dinheiro) a credores (outros com dinheiro) e de acordo com a sua avaliação o 80% dos mais pobres pagam mais do que recebem mentre que somente o 10% dos mais ricos recebem mais do que pagam, o que constata que o nosso sistema monetário atual é injusto.

A base desta teoria, a Kennedy está muito ativa no movimento de moeda complementar como uma maneira de construir um mundo sustentável e justo, e alguns inteletuais compartilharam esta visão.

Dinheiro como Dívida a Bancos

Paul Grignon planejou outra questão fundamental sobre o nosso sistema monetário em 2006 no seu DVD "Money as Debt"(em inglês, leia abaixo para a versão com subtítulo em português) em que demostra que põe-se em circulação a maior parte do dinheiro através dos empréstimos por bancos, arguindo que o dinheiro está fornecido = prestado somente por bancos comerciais quando estão com certeza que será devolvido com taxa de juros compostos (não há dinheiro se não há dívida), o que faz com que todos os atores da economia real (invidívuos, corporações e até o setor público) estejam cada vez mais endividados para enriquecer somente ao setor bancário.

Desde o ponto de vista pragmático

Se bem a Kennedy tem razão com a sua teoria, é também verdade que nasceram a maioria das iniciativas de moeda complementar mais devido à necessidade real da gente do que como resultado do movimento de reforma monetária. Nasceu o primeiro LETS quando a gente sofria do desemprego como resultado do fechamento de uma local de carvão, o Fureai Kippu no Japão foi praticado por aqueles descontentes da falta do serviço público de cuidado aos idosos, Time Dollar foi iniciado por Edgar Cahn como uma ferramenta de ajuda mútua para melhorar a qualidade de vida dos pobres etc.

Sobre o termo

O termo "moeda complementar" foi criado por Bernard Lietaer quando descobriu que o dinheiro convencional promove valores masculinos como concorrência, tecnologia, hierarquia e autoridade central mentre que não faz-se atenção a outros valores femininos como cooperação, compaixão, igualdade e confiança mútua. Ele usa a palavra "complementar", a base da sua visão taoísta de que as moedas complementares deveriam corregir o mundo atual con valores yang (masculinos) excessivos e yin (femininos) carecentes.

História

Começaram a emerger iniciativas contemporâneas na década 1980 mesmo que há antecedentes históricos. Por exemplo, o certificado laboral em Wörgl, Áustria circulou-se entre julho de 1932 a setembro de 1933, conseguindo reavivar a circulação de bens e serviços precisamente quando asfixiaba-se a economia mundial com a Grande Depressão, se bem foi depois suprimido pelo Banco Central da Áustria. Há dois sobreviventes dessa época, um é o Banco WIR na Suíça e o outro é o JAK Bank na Dinamarca (e depois na Suécia), mesmo que o Banco JAK parou de emitir a sua moeda complementar, tratando meramente con o dinheiro oficial de cada país.

Até a década 1990 eram a maioria de iniciativas de moeda complementaria LETS ou Time Dollar, ou variantes de um deles, mas a partir dai emergeram outras classes de iniciativas, tais como Clube de Troca na Argentina, Chiemgauer na Alemanha, SOL na França e Berkshare em Massachussets, EUA.

Relevância para a economia solidária

Abaixo estão algumas vantagens que podem aportar as moedas complementares à Economia solidária:

  • Podem fortalecer a economia local e comunidades por estimular a produção e o consumo locais
  • Como estão gerenciadas diretamente por seus usuários, reforzar-se-á a gestão democrática.
  • caso se oferecerem empréstimos em moeda complementar, poderão atingir os mesmos objetivos que faz a finança solidária.

Iniciativas no Mundo

África

África do Sul

América do Norte

Canadá

Estados Unidos

América Latina

Argentina

Brasil

El Salvador

Honduras

México

Uruguai

Ásia

Coreia do Sur

Japão

Europa

Alemanha

Bélgica

  • RES: inclusive RESPLUS

França

Reino Unido

Suíça

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